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Notícias

 
15/07/2010
 
Cuidado com o "Doutor Google"

Na rede mundial de computadores pode conter graves erros de informação

Ao digitar a palavra hipertensão no Google, aparecem 1,1 milhão de páginas em que o nome da doença é citado. Na lista de resultados, há páginas do Ministério da Saúde, de hospitais, de estudos científicos e da sociedade médica especializada em hipertensão. Porém, em meio às informações de fontes seguras, a pessoa que faz a busca corre o risco de ler textos elaborados por leigos, sem qualquer fundamentação teórica.
 
Uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet indica que 39% dos usuários usam a web para procurar informações relacionadas à saúde, sendo que o percentual sobe para 60% quando se consideram apenas os quem têm nível superior. Embora reconheçam a utilidade da internet na democratização da medicina, especialistas também se preocupam com a qualidade e o uso que se faz das informações.
 
Não há a menor dúvida de que a internet contribui para a informação. O médico que não souber o que está acontecendo na área pode passar por um grande constrangimento porque o paciente vai chegar ao consultório atualizado, acredita Reginaldo Albuquerque, clínico-geral e endocrinologista do Exame Medicina Diagnóstico/Dasa e editor do site www. diabetes.org.br, da Sociedade Brasileira de Diabetes.
 
Mas, nada pode substituir a relação entre médico e paciente. Algumas pessoas, por exemplo, querem checar a opinião de seu médico com a do site. Isso é perigoso. Há muita informação na internet que se pode jogar no lixo.
 
Fonte: Jornal “O Pioneiro”